TreinamentoVO3As reações desencadeadas pelo esforço físico, qualquer que seja o seu grau, produzem calor. No momento em que o nosso corpo mobiliza fontes de energia para produzir ATP e manter o trabalho, uma parte se perde na forma de calor, com aumento da temperatura interna. Se o aumento da temperatura não for revertido e controlado, nosso organismo entra em colapso. As enzimas, por exemplo, teriam a sua estrutura protéica destruída, o que resultaria em morte.

Mas, como acontece o fenômeno da termorregulação? Para que a temperatura interna permaneça constante temos que perder calor na mesma proporção que ganhamos. Nosso sistema circulatório tem papel importante no processo, com desvio do fluxo sanguíneo cutâneo para a periferia, para “trocar” calor com o meio. No frio acontece o contrário, o sangue se desloca para os órgãos vitais internos, mantendo a nossa sobrevivência. É por isso que as pessoas na neve perdem dedos e até membros por congelamento.

Existem alguns fenômenos físicos que levam o corpo a perder calor, como acontece por radiação, com passagem do calor de uma superfície quente para outra mais fria, mesmo sem contato.Temos também a condução, quando existe o contato, e por convecção, quando o calor é transferido para o ar ou água contato com a nossa pele. A saída do ar mais quente, por meio de corrente de ar ou água, somada ao contato da pele com o ar mais frio, faz com que o calor se desloque do corpo para o ambiente. Devemos ter em mente que esse deslocamento se faz sempre do ponto de maior temperatura para outro, mais frio. Ou seja, lá fora deve estar mais frio, e por isso não devemos praticar exercícios nas horas mais quentes do dia, pois este se torna um desafio extremo ao organismo.

Quando está muito quente a perda de calor durante o exercício se dá por transpiração e evaporação. Neste fenômeno o calor é transferido da parte interna corpo pela água para a superfície cutânea, que ao evaporar leva o calor para londe do corpo. A evaporação acontece pela diferença entre a pressão de vapor da água sobre a pele e a pressão do vapor existente no ambiente. Entenda que tudo começa com o calor corporal aumentado durante o exercício, quando o sistema nervoso envia o comando para que as glândulas sudoríparas secretem suor para a superfície cutânea,. Quando este suor evapora manda o calor para longe, resfriando a temperatura e impedindo que esta atinja níveis perigosos. Ainda assim deve haver um gradiente de vapor entre o ambiente e a água sobre a pele. Isso explica porque quando nos exercitamos em ambientes quentes e úmidos temos dificuldades em equilibrar a temperatura. Nessas condições a umidade relativa do ar é grande, não permitindo que o suor evapore. O suor escorre no corpo e não afasta o calor, proporcionando perda inútil de água. O segredo então não é suar, mas fazer o suor evaporar e levar o calor para longe do corpo.

A pressão de vapor é influenciada tanto pela temperatura quanto pela umidade relativa, razão de sobra pra você escolher momentos de clima mais ameno para praticar exercícios e não dar aquele valor exagerado à perda de água. Suar não significa perda de peso ou bom equilíbrio térmico!

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